domingo, 13 de junho de 2010

Café é Nice

Como trabalho final da matéria "Cybercultura e Jornalismo", fizemos (eu e Iza Campos) um vídeo documentário sobre o Café Nice.

Um tradicional Café que fica no meio da cidade de Belo Horizonte, e reúne clientes fiéis desde sua abertura em 1939. É famoso por ser freqüentado por personalidades políticas e intelectuais mineiros. Diz a lenda que político que não vai ao Café Nice não ganha eleição. E todos os seus adeptos afirmam que o famoso cafezinho de coador do Nice é o melhor do Brasil.


quarta-feira, 2 de junho de 2010

Video-documentário: O Roteiro

Tema: Café Nice

Sinopse:
O documentário vai ser sobre o O Café Nice, tradicional ponto de encontro localizado no centro de Belo Horizonte. Vamos abordar as grandes discussões políticas do cenário mineiro que se iniciaram no café. Relatar histórias de pessoas que viram a capital mineira crescer e se desenvolver politicamente, e a nova geração frequentadora do Café Nice.
O ideia para o tema nasceu pela curiosidade da história do café, que consegue se manter tradicional desde a década de 30 até os dias de hoje.

Roteiro:
Abriremos o vídeo documentário com a imagem do Café fechado ainda pela manhã. Acompanharemos sua abertura e o seu movimento ao longo dia. O vídeo será feito com a técnica fotográfica de Stop Motion (“movimento parado”), vamos fazer uma sequencia de fotografias e editá-las em movimento. As entrevistas serão feitas em vídeo e mescladas com o Stop Motion. A trilha do documentário vai intercalar a música “Memórias do Café Nice”, do Milton Nascimento, com a sonora do ambiente do Café. Os entrevistados serão dois frequentadores e um funcionário. As imagens serão da fachada, dentro do café e das pessoas passando em frente o mesmo.

Blocos:
Primeiro bloco: Acompanhamento da abertura e o início do movimento do Café.
Segundo bloco: Entrevistas com os frequentadores e funcionário.
Terceiro bloco: Fotos que ilustram o ambiente com o making of.

Conteúdos Informativos:
Entrevista, Stop Motion, vídeo, e fotografia.

Cronograma:
03/06 – filmagem e stop motion da abertura do café + entrevista com funcionário.
04/06 - entrevista com os frequentadores do Café.
05/06 - imagens finais do ambiente interno e externo do café + imagens ilustrativas.

domingo, 30 de maio de 2010

A nova geração quer ler

Crianças posam em frente ao carro bibilioteca, veículo móvel que expoõe livros

A segunda edição da Bienal do Livro em Belo Horizonte, aconteceu do dia 14 ao dia 23 de maio recheada de novidades. Além da programação cultural com palestras e encontros literários, as editoras marcaram presença e exibiram diversos livros com preços que cabiam em qualquer bolso.O público variado contou com uma programação exclusiva, os jovens puderam conferir a "Arena Jovem" aonde assistiam palestras com personalidades de diferentes áreas, enquanto os pais descansavam no "Café Literário" aonde interagiam com autores.
Mas, o espaço dedicado às crianças foi o maior destaque desse ano. Apesar dos jogos virtuais e TV`s digitais exibidos pelo Estande da Globo, as crianças preferiam a velha fantasia dos livros de papel. Pra quem achava que a nova geração tinha se esquecido deles, se surpreendeu.
Espalhadas por todos os lados, de todas as idades meninos e meninas mal sabiam pra onde olhar. Desenhos, aquarelas, histórias em quadrinho, contação de histórias....Tudo era motivo para brincar e imaginar.

Estande de livros infantis atraía crianças de todas as idades

Mãe e filha decidem comprar o livro

A inciativa dos pais de trazerem os filhos, foi essencial para que as crianças mergulhassem no mundo mágico da leitura e dos contos de fadas para nunca mais querer voltar. A mãe da pequena Kelly de 6 anos, Carla Lúcia, 36, tomou a iniciativa de trazer a filha quando o evento foi divulgado na escola "Fiquei sabendo da Bienal porque a escolinha da Kelly divulgou dentro de sala de aula, a professora falou tanto que não tive como escapar, a Kelly insistiu para vir", diz. Na próxima edição Carla promete trazer a filha de novo "Da próxima vez vamos vir a semana toda!", conta.


Carla Lúcia e a pequena Kelly Fernanda, exibindo o seu livro favorito da Bienal


O "Circo das Letras"era um espaço dedicado só para as crianças, as atividades eram de meia e meia hora e variavam entre oficinas de artes, oficinal de jogos corporais, jogos musicais e contação de histórias. Quem parava para assistir, lembrava as velhas canções da infância com o quarteto que embalava crianças de todas as idades. A mãe Liliane Santos de 28 anos conta que trouxe Petra de, 1 ano e meio, pela primeira vez quando ela ainda estava na barriga "Acho muito importante mostrar para minha filha desde cedo a parte que vale a pena da vida, aqui cantamos, dançamos e descobrimos a leitura, o que desperta o conhecimento dela e a imaginação", conta. A jovem mãe ainda abre espaço para uma discurssão muito importante "O único problema é ter que pagar para entrar, eu fico imaginando quem te mais de um filho até desanima", diz.

Os ingressos variavam de dez a oito reais inteira, e crianças com menos de 1 metro de altura não pagavam.


Liliane e Petra na arena do "Circo das Letras"

video

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Minha vida não cabe dentro de um feed


Muita informação. Informação personalizada, mas ainda, muita informação.

Essa foi a minha experiência com RSS Feed, dispositivo que basicamente alimenta seu computador com conteúdo do seu interesse. Para que esse conteúdo fique personalizado, o processo é bem simples: basta baixar no seu computador o programa, no meu caso eu baixei o Feed Reader, mas caso você queira simplificar esse processo (que já é simples) você pode usar o Google Reader. O Google Reader foi o meu favorito, acoplado no seu email ele te dá sugestões de que site ou programa é adequado à suas necessidades ou interesses etc. A vantagem de ter um feed no seu email é que quando você tem no seu computador bate um desespero: "Não consigo ler todos esses sites, vou ficar pra trás, estou me sentindo burra, vou pular do meu apartamento!" Na verdade não se assuste, a tendência é que cada vez você deixe passar centenas de assuntos que o feed te indicou. O que acontece é que é sugerido tanto conteúdo que se atualiza em tempo real, que fica quase impossível ler todas. Talvez essa foi a minha maior dificuldade, tanto como no Feed Reader como no Google Reader.
Mas, ainda assim não é possível negar a versatilidade e utilidade de um dispositivo como esse, é quase incrível imaginar que estamos deixando de procurar as notícias e elas estão indo atrás de nós. Desinformado agora é coisa do passado, sério.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Praia da Estação

6 de março, sábado de sol em Belo Horizonte, o céu azul sem nuvens mantinha o calor que quase não permitia calças compridas. O dia celebrava a “ocupação” da Praça da Estação no centro da capital sem chuva, definitivamente. Um pequeno grupo de pessoas vestidas de trajes de banho carregando cadeiras de praia e caixas de isopor se amontoavam em baixo da única árvore da praça para protestar conta a proibição de realizações de eventos de qualquer natureza na Praça da Estação. Acompanhados de seus cachorros e filhos, alguns deles jogavam peteca e pintavam o corpo, os escritos davam força ao grito de guerra “Ei polícia a praia é uma delícia”, “Ei Lacerda seu decreto é uma merda”. O prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda assinou no dia 9 de dezembro de 2009 o decreto de nº 13.798 que proibiu, a partir de 1º de janeiro de 2010 a ocupação da praça, o motivo se baseava em depredação do patrimônio público e dificuldade de garantir a segurança pública devido ao numero incerto de pessoas que o frequentavam. Mas, para os manifestantes, Belo Horizonte não poderia se privar de um espaço cultural como a praça e pela internet conseguiram organizar um movimento sem líderes, mas cheio de fôlego.
A polícia de canto observava a pequena multidão com um olhar desconfiado e ao mesmo tempo calmo. Olhar provavelmente já acostumado com manifestação, que vem se repetindo todos os sábados desde o início do ano.
De repente, na parte da tarde, alguns dos “banhistas” se levantaram e começaram um batuque que ecoava o som de longe, tambores, gritos e faixas concretizavam e apoiavam o manifesto. Foi então que as fontes da praça finalmente ligaram, fato que não acontecia desde o inicio do manifesto, fato que todos estavam ansiosos para desfrutar. Os gritos eram de arrepiar, a correria em volta da fonte também, de roupa ou de biquíni, todos pulavam molhados em voltada da fonte.
O mar parecia ter chegado nas Minas Gerais, a Praça da Estação de longe parecia mesmo uma “Praia da Estação” e de perto mais ainda.

Algumas fotos tiradas por mim na praça, o programa de edição que eu usei foi o Adobe Photoshop CS3, a ediação foi bem simples.(para ver maior é só clicar em cima delas):



Um bom final de semana, aproveite esse sábado para vestir seu melhor maiô e dar uma passadinha na Praia de BH.

domingo, 14 de março de 2010

Dica do Gengibre


Olá gente, eu adicionei mais um novo Gadget para o blog, a "Dica do Gengibre".
Pra quem não sabe, o Gengibre é um site super legal aonde você pode fazer seus próprios aúdios e sair por aí divulgando para seus amigos. É só fazer um cadastro super rápido! Vai lá aliviar a garganta.
Então, toda vez que tiver alguma coisa bacana rolando, o gengibre vai contar para vocês aqui no nuncasubiemárvores.
A dica de hoje é para todos os alunos estudantes de Comunicação Social da PUCMinas, ouça e confira!

quarta-feira, 3 de março de 2010

Quem me dera ser um peixe para em teu límpido hipertexto navegar


Em 1990, no dia 2 de julho, quando todas as melhores bandas do mundo já tinham acabado e quando as piores bandas do mundo estavam começando, eu nasci. Na infância, aos 6 anos, quando eu descobria a diferença entre SS e Ç, chegava lá em casa o nosso primeiro computador. A atração principal, para mim, era a proteção de tela de peixinhos que nadavam de um lado para o outro. Para os meus pais, o status de ter um computador com internet era bem maior do que a tela de peixinhos que nadavam de um lado para o outro. A ironia é que a gente quase nunca se conectava à rede, exceto quando a empresa que meu pai trabalhava mandava algum e-mail sobre horários de reuniões.
De certa forma, hoje é fácil analisar o nosso pouco acesso à internet na época. Desenvolvida com uma característica institucional, os recursos que ela fornecia eram praticamente básicos, pouco direcionados ao leitor. Os seus sites eram estáticos, não permitiam uma interação com visitante. Ou seja, o conteúdo era definido, sem opção de modificações ou postagens de comentários dos internautas. Essa é a fase da internet que tratamos como Web 1.0.
Minha geração, conheceu o outro lado da moeda. Apesar de ter aproveitado todas aquelas melhores bandas do mundo, nós podemos compartilhar através redes sociais todos os dicos que perdemos pelas décadas e ao mesmo tempo podemos produzir nossos próprios discos e ainda divulgá-los, já que a Web 2.0 possibilita com que o internauta não seja apenas consumidor, mas também produtor de contéudo. Essa nova fase da internet talvez economize dinheiro, tempo e conversa. Talvez, nos afaste das lojas de discos, do contato pessoal e do show de rock n' rool.
Um dos artíficios da Web 2.0 que deixa a internet mais dinâmica, chamamos de Link. Com ele, o internauta não se limita apenas a um texto ou a uma idéia. Suponhamos: Um beatlemaníaco está lendo na internet sobre a morte de John Lennon, descobre que o assasino do beatle por acaso lia o livro "O Apanhador no Campo de Centeio", e através de um link como esse, o internauta deixa o assunto "Beatles" e parte para "literatura". Isso nos mostra que o link possibilita ao internauta navegar pela rede sem limitação de conteúdo. Um exemplo mais concreto é o microblog Twitter.
As redes sociais são a melhores maneiras de ilustrar a Web 2.0, já que ela agrupa a maioria das características: Atualização constante, reunião de pessoas por afinidade de assunto, links para vídeos, fotos, músicas e sites.
Mas, com todas essas possibilidades de navegações por conteúdos diferentes o beatlemaníco citado acima, sempre vai querer saber sobre Os Beatles. Portanto, não adianta a tecnologia nos permitir acesso a um conteúdo ilimitado de informações se nossos gostos, nossa personalidade e nossos interesses forem limitados.
Até hoje, minha proteção de tela tem peixinhos que nadam de um lado para o outro.